Peugeot diz adeus ao problemático PureTech com Turbo 100 mais fiável

Nada como arrancar bem a semana com a revelação do novo motor a gasolina da marca do leão. Baptizado como Turbo 100, substitui o antecessor 1.2 PureTech da Stellantis com a mesma potência que equipa os Peugeot 208 e Peugeot 2008.

A principal novidade está na inclusão dum novo turbocompressor de geometria variável e, principalmente, duma corrente de distribuição em vez da anterior correia banhada em óleo que tanta controvérsia levantou devido à sua fiabilidade.

Ressalve-se que a versão micro híbrida leve de 48 volts do motor turbo a gasolina turbo de 1.2 litros, já sem a nomenclatura PureTech, já passou por várias actualizações técnicas que incluiu uma nova corrente de distribuição.

Todavia, os modelos de entrada na gama, equipados com aquela motorização não electrificada, ainda não tinham sido devidamente actualizados.

Essa questão terá agora ficado resolvida com esta solução motriz de "terceira geração", como explica a insígnia francesa, ao integrar mais de dois terços de peças novas na sua estrutura.

O Peugeot 208 irá equipar o novo motor já neste Março, com o Peugeot 2008 a "ganhá-lo" nas unidades que irão chegar aos concessionários europeus a partir de Maio.

Potência mantida

O novo Turbo 100 agora revelado continua a ser um motor tricilíndrico com 1.199 cm³ para uma potência total de 101 cv às 5.500 rotações por minuto, aliada a uns máximos 205 Nm a partir das 1.750 rpm.

Além da substituição da correia de distribuição por uma corrente com "maior durabilidade", ainda de acordo com a marca, os também novos bloco do motor, pistões e respectivos anéis foram projectados para "contribuir para a robustez geral e o controlo do consumo de óleo".

A "presença" dum novo turbocompressor de geometria variável deverá proporcionar melhor resposta do motor a baixas rotações para uma condução de qualidade em ambientes urbanos.

Anunciada foi a redução das emissões de dióxido de carbono com um novo sistema de injecção directa de alta pressão a 350 bar, e um sistema de distribuição que diminui o atrito interno, e pela integração de novos cabeçotes de pistão.

Ao mesmo tempo, o funcionamento do motor segundo o ciclo Miller, com uma elevada taxa de compressão, também melhora a eficiência térmica da combustão.

Fiabilidade levada ao extremo

A Peugeot demonstrou a fiabilidade do Turbo 100 ao submetê-lo a testes de resistência exigentes em condições extremas, com mais de 30.000 horas em banco de ensaio a reproduzirem as mais variadas situações de condução.

Os protótipos equipados com este motor percorreram mais de 3 milhões de quilómetros, com várias unidades a ultrapassarem mesmo os 200.000 quilómetros.

E, para tranquilizar os seus potenciais clientes, a Peugeot anunciou um plano de manutenção simplificado face ao antecessor 1.2 PureTech, com apenas uma revisão a cada dois anos (ou 25.000 km) e uma manutenção anual intermédia.

Mantido é o programa Peugeot Care para os 208 e 2008 equipados com o Turbo 100, o primeiro já em Março e o segundo a partir de Maio, com uma garantia até oito anos ou 160.000 km como acontece em todos os modelos da marca do leão.

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