
















É uma das evoluções mais aplaudidas da marca do losango: quase cinco após a estreia, o Renault Mégane E-Tech Electric recebe os habituais retoques estéticos e tecnológicos a meio da carreira mas a ênfase vai mesmo para a autonomia.
O compacto assume uma nova bateria LFP de 67 kWh para 500 quilómetros eléctricos, quando antes equipava uma NMC de 60 kWh, agora recarregável a uns máximos 165 kW DC ou 11 kW AC, sendo opcional o carregador de bordo de 22 kW AC.
A evolução prossegue com o acrescento da função One Pedal, enquanto no infoentretenimento os serviços Google Maps, Google Assistant e Google Play são complementados pela inteligência artificial do Google Gemini.
O Mégane E-Tech Electric ganha novos argumentos para fazer deste modelo-chave da Renault um produto ainda mais apetecível face à concorrência mais directa.
Pois o primeiro sinal está na notável evolução estilística do compacto na dianteira, com o novo pára-choques a favorecer um visual mais dinâmico, com a grelha fechada em negro a ser agora adornada por uma infinidade de pequenos diamantes.
Sem "mexidas" nos faróis, destacam-se as novas luzes diurnas verticais com padrões diamantados a alterarem de forma radical a postura na estrada.
Atrás a evolução estética é mais subtil mas, mesmo assim, percebe-se um difusor com um desenho mais arrojado, apoiado por uma nova assinatura luminosa tridimensional a ligar os farolins com um relevo mais pronunciado.
As cotas do "eléctrico" mantêm-se praticamente as mesmas do antecessor, como explicam os seus 4,20 metros de comprimento por 1,78 de largura, mas a altura cresce 2 cm, para os 1,52 metros, devido à integração do novo conjunto de baterias.
Novas jantes de 19 polegadas equipam a versão Techno, sendo opcionais as de 20 polegadas, mas que são de série na variante Esprit Alpine.
Se por fora as evoluções são bem perceptíveis, a bordo as mudanças são menos significativas, com o painel de instrumentos e os bancos, com regulação eléctrica à frente, a terem revestimentos em TEP no Techno.
Já o Esprit Alpine viu o estilo mais desportivo ser actualizado com um novo acabamento em cinzento espectral para os painéis das portas.
O espaço a bordo também não sofreu qualquer mudança, mantidos que foram os 2,69 metros a separar os dois eixos, com a bagageira a ficar-se nos 440 litros de capacidade, que sobem aos 1.332 com os bancos traseiros rebatidos.
O posto de condução está obviamente organizado em redor do sistema openR Link com Google integrado, com o visor da instrumentação de 12,3 polegadas e o ecrã multimédia de 12 a serem agrupados num painel com a forma dum L invertido.
Sem grandes alterações, o infoentretenimento compreende um planeador de rotas mais evoluído, acompanhado de novas aplicações, sem esquecer o apoio da inteligência artificial Google Gemini para os comandos vocais.
Embora não haja grandes novidades nos assistentes ao condutor, pode contar-se com o controlo adaptativo da velocidade "inteligente" que agora leva em consideração o tráfego nas faixas da esquerda e da direita para antecipar ultrapassagens.
Esta linha de novos recursos também inclui um sistema de reconhecimento facial que adapta configurações pré-definidas pelo condutor, assim como o assistente à paragem de emergência e os conselhos de condução ecológica preditiva.
Para lá das evoluções estéticas, a grande parte das melhorias introduzidas no Mégane E-Tech está no sistema elétrico, mesmo se o propulsor mantenha os 160 kW (218 cv) e 300 Nm do modelo que agora substitui.
Capaz de acelerar dos zero aos 100 km/hora em 7,6 segundos para uma velocidade de ponta "trancada" nos 160 km/hora, a principal novidade está na bateria LFP de 67 kWh alinhada de série com uma bomba de calor para o seu pré-condicionamento.
A autonomia combinada passa para 500 quilómetros, bastando uma "espera" de 24 minutos para carregar 15 a 80% da capacidade do acumulador a uns máximos 165 kW DC.
Em corrente alternada a tarefa faz-se a 11 kW AC ou opcionalmente, a 22 kW AC, dispondo ainda de carregamento bidireccional Vehicle-to-Load (V2L) a 3,7 kW para alimentar dispositivos eléctricos e electrónicos externos, e Vehicle-to-Grid (V2G).
O compacto inclui também a nova função Smart Mode, em substituição da anterior MySense, para controlar automaticamente a transição entre os modos de condução Multi-Sense (Eco, Comfort e Sport) segundo o comportamento do condutor.
Os quatro níveis de travagem regenerativa, complementados pelo novo modo One Pedal, são selecionáveis através das patilhas na coluna da direcção para ajustar a travagem regenerativa ao estilo de condução e às condições da estrada.
Num gama simplificada com os acabamentos Techno e Esprit Alpine, os preços nacionais e a respectiva abertura de reservas para o Renault Mégane E-Tech Electric deverão acontecer nas próximas semanas.
Texto: P.R.S.
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