
















Não é segredo nenhum que a Ford está a trabalhar com afinco numa nova plataforma modular totalmente eléctrica, com o firme propósito de oferecer automóveis de alto desempenho por um preço mais "popular".
A atenção está focada no desenvolvimento duma linguagem estilística própria e na optimização dos recursos de produção para reduzir custos dos futuros modelos criados sob a designação estratégica Veículo Eléctrico Universal.
O primeiro exemplo anunciado para o próximo ano será uma pick-up de médio porte, da qual até já existe um esboço do protótipo, tendo como preço de partida os 30.000 dólares, "cambiáveis" para cerca de 25.650 euros.
São muitos os exemplos com que a Ford tem tentado vingar na electromobilidade: primeiro foi o Mustang Mach-E, para depois se seguirem os SUV Explorer e Capri, sem esquecer o Puma Gen-E e a pick-up F-150 Lightning.
Infelizmente, todos aqueles "eléctricos" têm enfrentado dificuldades para a construtora americana conseguir alcançar volumes de vendas significativos.
Há pouco mais de três anos, a Ford decidiu "recomeçar" do zero com a contratação de Alan Clarke, engenheiro com uma experiência de 12 anos nos quadros da Tesla.
O objectivo é claro: conceber um modelo que genuinamente possa democratizar o acesso ao carro eléctrico, como há mais de 100 anos conseguiu facilitar a compra dum automóvel a gasolina com o Ford Model T.
O resultado está patente no UEV derivado de Universal Electric Vehicle (Veículo Eléctrico Universal), tendo como base uma plataforma modular com uma relação custo-benefício que a insígnia considera imbatível.
Essa arquitectura deverá ser estreada numa pick-up, que na Europa até poderá ser a alternativa a electrões à Ford Ranger, mas com uma base técnica que poderá ser "transferida" para berlinas e carrinhas, sem ignorar os SUV.
À partida, o primeiro exemplo deverá assentar num chassis clássico do tipo skateboard, com a bateria LFP instalada ao centro e com o motor principal a poder ser montado à frente ou atrás.
A redução dos custos produtivos inspira-se na tecnologia gigacasting da Tesla, já adoptada por outros construtores como a Volvo, mas que a Ford prefere designar como unicasting.
Tal solução permite moldar as secções dianteira e traseira da carroçaria a partir duma peça única em alumínio, reduzindo o tempo e a complexidade da produção, bem como o peso de veículo para uma maior autonomia.
Comparada com uma pick-up convencional, poderá baixar até 75% o número de peças necessárias, nas palavras da Ford, com as soldas a resumirem-se a um terço.
Quanto à pick-up eléctrica, o primeiro esboço digital mostra uma frente maciça, ladeada pelas ópticas verticais a ligarem-se às luzes diurnas muito delgadas na horizontal.
O contraste é dado pelo pára-prisas muito inclinado, a estender-se até à linha encurvada do tejadilho, com o conjunto a ser finalizado por uma cobertura a esconder a caixa de carga.
É igualmente prometido um espaço a bordo digno dum SUV compacto e um poder motriz que lhe permitirá cumprir os zero aos 100 km/hora abaixo dos seis segundos.
Mais importante é o preço de partida para os Estados Unidos em redor dos 30.000 dólares, correspondentes a cerca de 25.650 euros, com o lançamento a só dever acontecer no próximo ano… e que se espera com a Europa incluída!
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