
















Foi anunciado de "mansinho" no final da última semana no salão automóvel de Detroit, talvez por só estar disponível nos mercados da América do Norte nesta primeira fase.
Chama-se Mustang Dark Horse SC e é a última diabrura da Ford Racing com o pony car, tomando a experiência do Mustang GT3 de competição e as tecnologias do Mustang GTD para ser o ilustre "sucessor" do Shelby GT500.
E são as letras SC a confirmarem a presença da sobrealimentação para o mesmo V8 de 5.2 litros que equipa aquele super desportivo, combinado com uma novíssima transmissão automática de dupla embraiagem de sete relações.
A maneira como o motor "rosna" ao mais leve toque no acelerador é parte central desta experiência de alto desempenho mas não é o único trunfo que este cavalo de corrida exibe.
O resultado final é um Mustang Dark Horse SC posicionado entre o Mustang Dark Horse com o pacote Performance e o Mustang GTD, mas com um visual mais discreto que mal esconde a sua ferocidade.
É o próprio Arie Groeneveld, engenheiro responsável pelo desenvolvimento deste projecto, a confirmar que as calibrações feitas neste Dark Horse SC foram directamente influenciadas pelo comportamento numa pista de corrida.
A distingui-lo do GTD "convencional" estão os novos pára-choques com as entradas de ar redesenhadas à frente, o capô em fibra de carbono, assim como as quatro novas saídas de escape trapezoidais.
Foram ainda substituídos os elementos da suspensão por elos forjados, reforçados por uma barra estabilizadora em magnésio ligeiro para reduzir a massa não suspensa e refinar a sensibilidade da direcção.
A busca incessante pelos limites da física explica a redução em 68 quilos do opcional Track Pack, com a calibração especial da suspensão MagneRide para ficar devidamente adaptada às jantes de 20 polegadas em fibra de carbono.
Fruto da parceria com a Michelin, são "calçadas" por pneus Pilot Sport Cup 2 R personalizados, com 305/30 R20 à frente e 315/30 R20 atrás, e controlados por travões Brembo carbono-cerâmicos.
Atenta à aerodinâmica, a Ford Racing projectou uma porta específica para a bagageira em forma de rabo de pato, melhorando a força descendente para 281 quilos a 290 km/hora sem exigir uma asa traseira de maior dimensão.
Foram mesmo integrados detalhes em titânio impressos em 3D do programa GTD, "porque cada grama importa neste nível de desempenho", prossegue o responsável do projecto.
O controlo variável de tracção, também desenvolvido para o Mustang GTD, permite dosear a assistência até cinco níveis ou mesmo desactivar por completo o controlo de estabilidade.
O espírito de competição continua a bordo, com o cockpit do Dark Horse SC a exibir o mesmo volante do Mustang GTD, num habitáculo detalhado em Alcantara e fibra de carbono.
Bancos opcionais Recaro em couro e Dinamica, com detalhes em cinzento ou azul esverdeado, fazem parte do Track Pack, a que se soma uma tampa no lugar dos bancos traseiros.
Associada ao desportivo está ainda a série limitada Track Pack Special Edition, numa combinação dos pacotes Track e Carbon para uma personalização ainda mais distinta.
Como o leitor certamente terá reparado, não há quaisquer dados sobre as capacidades do motor do Dark Horse SC mas deverão ficar longe dos 815 cv do Mustang GTD.
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