
















A Mercedes-Benz apresenta o novo Classe C com tecnologia EQ como a redefinição do segmento D e não estará a faltar à verdade com uma berlina que quer cimentar ainda mais as qualidades eléctricas já presentes nos CLA e GLC.
Apontado às viagens de longo curso em conforto absoluto, propõe uma autonomia combinada a bater nos 760 quilómetros, bastando uma espera de dez minutos para recarregar mais 320 quilómetros.
Ignorados são os preços do Classe C 400 4MATIC que faz o lançamento da gama, nem a data de chegada aos concessionários nacionais, que deverão acontecer antes do final do ano.
As semelhanças do novo Mercedes-Benz Classe C eléctrico com o antecessor a combustão são quase nulas, abandonado que está o formato de três volumes para privilegiar uma linha fastback para optimizar a aerodinâmica.
O impacto visual é assegurado pela evolução das ópticas, a assumirem a estrela de três pontas para uma forte assinatura luminosa, complementando à frente a grelha iluminada por mais de 1.000 píxeis como no GLC eléctrico.
Os 4,88 metros que tem de comprimento fazem adivinhar um habitáculo espaçoso, reforçado pelo aumento em quase 10 cm da distância entre eixos face ao Classe C térmico, para chegar aos 2,96 metros.
O espaço interno está bem conseguido, é certo, mas não é tão espectacular como poderia pensar-se: os ocupantes dos bancos traseiros com mais de 1,85 metros de altura poderão "cabecear" contra a linha descendente do tecto.
É apenas um detalhe num interior onde primam os materiais e acabamentos de qualidade, bem "iluminados" pela luz solar que atravessa o tejadilho envidraçado Sky Control decorado por 162 estrelas.
Menos positivo são os 470 litros que a bagageira tem de capacidade, mas compensados pelos 101 suplementares que estão sob o capô.
O posto de condução segue as criações mais recentes da Mercedes-Benz, logo patente no opcional MBUX Hyperscreen de 39,1 polegadas que junta instrumentação, multimédia e ecrã do "pendura" num visor panorâmico
Todavia, o modelo base contará apenas com os painel de instrumentos e de infoentretenimento, podendo evoluir opcionalmente para o MBUX Superscreen.
A beneficiar a vida a bordo está o novo sistema MB.OS para um infoentretenimento conectado de alto desempenho apoiado na inteligência artificial para interacções mais naturais e eficientes.
ChatGPT4o, Microsoft Bing e Google Gemini são os recursos que usa, dependendo da situação, para optimizar a experiência do utilizador, com o assistente virtual MBUX a ajudar o condutor ao activar o comando Olá Mercedes.
Como sucede com o GLC, com quem partilha a plataforma MB.EA com arquitectura SDV e tensão de 800 volts, o Classe C entra num novo ciclo com a versão de lançamento 400 4MATIC.
Pode não parecer um puro desportivo mas os 360 kW (489 cv) e 800 Nm que os dois propulsores debitam às quatro rodas aceleram-nos dos zero aos 100 km/hora em 4,1 segundos para uma velocidade máxima de 210 km/hora.
O eixo traseiro equipa uma transmissão de duas relações para conseguir velocidades mais elevadas sem comprometer o consumo.
A primeira melhora a aceleração e a segunda reforça a eficiência em auto-estrada, sendo dada a possibilidade de desligar ou desactivar o motor dianteiro segundo as necessidades de condução.
A bateria de 94,5 kWh permite uma autonomia combinada até 760 quilómetros, ganhando mais 320 quilómetros em apenas dez minutos desde que se encontre um carregador capaz de dar até 330 kW em corrente contínua.
Com um conversor DC opcional, poder-se-á aceder a postos de carregamento de 400 volts, tendo ainda a opção de carregar até 22 kW em corrente alternada; novidade é o carregamento bidireccional V2L para dispositivos eléctricos.
Outras variantes com tracção traseira ou integral serão lançadas no próximo ano com acumuladores de capacidades diferenciadas, destacando-se uma versão com tracção às rodas posteriores com 800 quilómetros de autonomia.
Não é um desportivo, mas não deixa de mostrar uma extrema agilidade a atacar as curvas graças às quatro direccionais, com as traseira a girarem num ângulo até 4,5 graus reduzindo o diâmetro de viragem para 11,2 metros.
Já a suspensão pneumática Airmatic assume o amortecimento preditivo tomando como base os dados fornecidos no momento pelas soluções Car-to-X e Google Maps.
Somam-se igualmente novas referências nos campos da segurança e apoio ao condutor, como são exemplos o sistema Distronic e a assistência MB.Drive sem esquecer a função de curva Pre-Safe.
As funções de assistência opcionais pioneiras incluem o MB.Drive Assist Pro para uma condução contínua mais segura, embora a berlina só o equipe quando as regulamentações europeias o permitirem no Velho Continente.
Já a função suplementar de marcha-atrás permite que a berlina cumpra a manobra em parte do percurso acabado de percorrer, com apoio do sistema sob determinadas condições.
Com a variante 400 4MATIC a fazer o lançamento do Mercedes-Benz Classe C, espera-se que os primeiros exemplares cheguem aos concessionários nacionais até ao final deste ano
Texto: P.R.S.
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