
















A Nissan é uma das principais marcas ausentes do salão automóvel de Paris mas nem por isso deixou de causar impacto com a sua proposta para "furar" pelo meio do trânsito citadino.
O popular Pixo está de volta às estradas europeias mas agora numa espécie de clone eléctrico do Renault Twingo E-Tech e do Dacia Spring de segunda geração.
Ainda sem preços definidos para cada variante, as encomendas estão previstas abrirem no início do próximo ano.
A Nissan abraçou em definitivo a mobilidade puramente eléctrica: depois das novas gerações do Leaf e do Micra, volta à carga com o já anunciado Pixo.
Com 3,80 metros de comprimento por 1,79 de largura e 1,51 de altura, as suas cotas mantêm-se fiéis aos rivais que apontam ao segmento A.
Os 2,49 metros que separam os eixos permitem acomodar quatro adultos de forma adequada, com a bagageira a assumir 205 litros de capacidade, que podem elevar-se aos 305 litros com o avanço dos bancos traseiros.
Uma "herança" recuperada do Twingo, com a Nissan a fazer mesmo questão de salientar que esses dois bancos deslizam e rebatem-se de forma independente.
As semelhanças com o citadino francês não são tão óbvias como à partida se poderia pensar; os estilistas da Nissan fizeram tudo o que podiam para fazerem do Pixo um citadino com personalidade.
As proporções inspiradas em formas cúbicas, com superfícies simples e linhas bem definidas, são contrastadas pela dianteira, que mais parece a face dum robô, e pela traseira distinta.
As assinaturas luminosas inspiram-se no "universo" pixel, com o "eléctrico" a comportar ainda 23 referências ocultas ao número 23, que em japonês, se pronuncia "ni-san".
O habitáculo também está bem diferenciado nas cores e nos materiais, com o posto de condução a combinar um painel de instrumentos de sete polegadas com uma ecrã de dez polegadas para o infoentretenimento.
O Google integrado no sistema dá acesso à navegação, ao cálculo de rotas em tempo real e aos serviços conectados, com o assistente Gemini a permitir o controlo vocal de várias funções.
O citadino comporta ainda o modo One Pedal e vários assistentes à condução, incluindo o controlo adaptativo da velocidade de cruzeiro com manutenção de faixa e função stop-and-go, e estacionamento automático.
Quanto à motorização que alimenta este Nissan Pixo, já há muito que é conhecida: como os "irmãos" da Renault e da Dacia, comporta um motor de 60 kW (82 cv) e 175 Nm a dar tracção às rodas dianteiras.
A alimentá-lo está uma bateria LFP de 27,5 kWh para uma autonomia a roçar os 260 quilómetros, com o recarregamento a fazer-se até 50 kW DC ou até 11 kW AC, sem esquecer a função Vehicle-to-Load (V2L).
Para saber os preços e a data de abertura das encomendas, será preciso esperar até ao final do ano, ou mesmo até aos primeiros dias de Janeiro.
Texto: P.R.S.
Já segue o Aquela Máquina no Instagram?