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Um Cayenne descapotável?! A ideia passou pela Porsche há 20 anos!

Há 20 anos, a Porsche surpreendeu tudo e todos com o lançamento do Cayenne. Pela primeira vez, era possível levar toda a família num carro da marca de Estugarda, e transportar toda a bagagem.

Inédito mesmo era a possibilidade de viajar por pisos "fora de estrada" que até então estavam proibidos aos seus modelos desportivos.

O SUV tornou-se de imediato um sucesso, o que levou os engenheiros da insígnia germânica a experimentar novos terrenos para futuras variantes.

Um coupé com três portas ou uma proposta com mais 20 centímetros de distância entre eixos, para acomodar uma terceira fila de bancos, esteve nos seus propósitos, assim como uma ousada versão descapotável.

As ideias depressa foram esboçadas no computador mas apenas o cabriolet passou mesmo à fase de protótipo.

Longe de ser funcional, o concept car desenvolvido segundo o Package Function Model tinha 4,8 metros de comprimento.

Enorme para os cânones da marca, os técnicos nem sequer se preocuparam em compensar a óbvia perda de rigidez do chassis quando foi removido ao SUV o tejadilho.

O plano era apenas poder valorizar uma dimensão real de todos os pontos relacionados com a estética e a funcionalidade, deixando no ar quatro questões.

A primeira tinha como pano de fundo se o conforto a bordo seria suficiente tendo em conta que, sem tejadilho, o pára-brisas e os pilares dianteiros eram mais curtos, e o banco traseiro mais estreito.

Outra questão a responder era se um SUV com aquele volume, e com apenas duas portas 20 centímetros mais largas do que as do modelo de série, era prático.

Também era preciso comprovar se era possível recolher rapidamente a capota, sem perder uma imagem de elegância e qualidade.

O desafio final era a maneira como seria "trabalhada" a da traseira, razão pela qual a dividiram em duas partes com um desenho diferente para cada uma delas.

A ideia era montar um arco de segurança, como é comum encontrar em todas as gerações do Porsche 911 Targa, menos nas séries 993 e 996, e perceber como a capota passaria para "entrar" no porta-bagagens.

Infelizmente, ou talvez não para todos os "porschistas", chegou-se à conclusão que o inédito descapotável dificilmente seria lucrativo.

E foi o próprio vice-presidente da divisão de design da Porsche, que não ocupava o cargo à época, a confirmar o desafio estético e formal que o protótipo colocou.

"Um SUV tem sempre uma carroçaria grande e pesada", explica Michael Mauer, "e, ao cortar-se a metade superior e o tejadilho, obtêm-se formas muito estranhas".

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