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Audi Sport no rali Dakar com três RS Q e-tron inovadores

A Audi Sport faz a sua estreia no rali Dakar com três RS Q e-tron híbridos na categoria Experimental Ultimate, para ultrapassar as areias do deserto da Arábia Saudita. 

A insígnia germânica será o primeiro construtor a participar na prova, que arranca a 1 de Janeiro, com um conceito de transmissão alternativo. 

Os três carros serão conduzidos pelas duplas Stéphane Peterhansel e Edouard Boulanger, Carlos Sainz e Lucas Cruz, e Mattias Ekström e Emil Bergkvist. 

Electricidade máxima 

O novo Audi RS Q e-tron combina uma transmissão eléctrica com uma bateria de alta voltagem e um conversor de energia altamente eficiente. 

A alimentá-lo estão três motores eléctricos Audi MGU05, herdados do FE-07 com que competiu na Fórmula E na última época, e uma parte do seu sistema de conversão. 

Os dois primeiros propulsores estão acoplados em cada um dos eixos para uma potência total de 500 kW.

A aceleração dos zero aos 100 km/hora faz-se em 4,5 segundos em terrenos de baixa aderência. A velocidade máxima está limitada a 170 km/hora, de acordo com os regulamentos do rali Dakar. 

Um terceiro MGU faz parte do conversor de energia para recarregar a bateria durante a condução, além da recuperação da energia nas travagens. 

O fluxo de potência durante a travagem não está sujeito às mesmas limitações de potência que ao acelerar.

Para isso requer um complexo sistema de travagem inteligente, que combina a função de travagem hidráulica com o travão regenerativo eléctrico.

A bateria, com um peso total de 370 quilos, tem uma capacidade de 52 kWh, com os sistemas de energia eléctrica a funcionarem com tensões de 12, 48 e 800 volt. 

A cablagem instalada no Audi RS Q e-tron tem um comprimento total de 4 quilómetros, com o carro a integrar mais de 6.000 componentes diferentes na sua estrutura. 

TFSI para carregar bateria 

Face às longas etapas da prova, que podem chegar aos 800 quilómetros, foi necessário integrar um motor TFSI de combustão interna para fornecer energia à bateria. 

Trata-se de um bloco turbo de 2.0 litros e quatro litros, derivado do Audi R5 que correu em 2020 no campeonato DTM. 

O Audi RS Q e-tron prescinde de uma caixa de velocidades convencional, contando apenas com uma caixa redutora de uma relação. 

Os dois eixos não possuem nenhuma ligação mecânica entre si, mas o software de distribuição de binário tem o mesmo papel que um diferencial central convencional. 

"Este é o mais recente desafio para um sistema de transmissão eléctrica", sublinha Andreas Roos, responsável pelo projecto Dakar na Audi Sport. 

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