
















O mundo automóvel aponta ao "eléctrico" mas, até que a acessibilidade seja total ao comum dos automobilistas, várias construtoras desenvolvem motorizações electrificadas para conseguir consumos mais reduzidos.
A Changan Automobile é o exemplo mais recente, depois de na segunda-feira ter revelado em Chongqing o conceito BlueCore HEV, uma nova solução motriz híbrida que traz os consumos de combustível urbanos para a "era dos dois litros".
Face aos híbridos tradicionais, esta proposta assume uma abordagem diferente já que, a baixas velocidades, é o motor eléctrico a impulsionar o carro, enquanto a principal missão do bloco de combustão é optimizar a eficiência geral.
"O BlueCore HEV é a nossa solução chinesa para a mobilidade híbrida global", explicou o director geral Zhao Fei, tendo sido desenvolvido ao longo dos últimos seis anos por mais de mil engenheiros num investimento superior a 251 milhões de euros.
Na sua estrutura está um motor a gasolina de injecção direta com 500 bar de pressão, aliado a um propulsor eléctrico e a uma bateria de alto desempenho, sem esquecer um controlo inteligente baseado em inteligência artificial na "nuvem".
O sistema de propulsão também foi projectado para uma resposta mais imediata do acelerador e um nível de ruído mais baixo, como se fosse um puro "eléctrico", mesmo se não são dadas quaisquer informações técnicas sobre a sua potência e binário.
Durante um teste conjunto realizado com a imprensa e outros utilizadores em ambiente urbano a bordo duma berlina, os dados obtidos revelaram um consumo médio de combustível urbano de 2,98 litros/100 km.
Quanto à fiabilidade, o sistema foi ensaiado durante mais de dois milhões de quilómetros, com mais de 70 testes em estradas especiais, 350 horas ininterruptas em banco de ensaio, e mais de um milhar de horas de ensaios em condições extremas.
Assumindo o BlueCore HEV como um passo significativo na estratégia internacional da Changan Automobilie, o grupo pretende atingir as 750 mil vendas de veículos fora da China até ao final do ano.
Sublinhe-se ainda que parte desta tecnologia foi desenvolvida no seu centro de pesquisa europeu em Birmingham, no Reino Unido, para garantir a compatibilidade com os padrões internacionais.
Texto: P.R.S.
Já segue o Aquela Máquina no Instagram?