
















As ondas de choque em redor do "fim" da marca Seat, face à reestruturação que o grupo Volkswagen está a delinear, levaram a uma série de comunicados à imprensa por todas as partes envolvidas.
Agora é o presidente da comissão de trabalhadores da construtora, em representação de mais de 13 mil operários, a explicar que o emprego está "garantido até 2030", e mostra-se "mais tranquila quanto ao futuro da empresa", de acordo com a agência Lusa.
A mensagem foi transmitida à agência noticiosa EFE por Matías Carnero, que participou quinta-feira na reunião do conselho de supervisão da Volkswagen onde foi aprovado o plano de reestruturação para transformar o grupo e melhorar a sua eficiência e competitividade.
Depois do semanário económico alemão WirtschaftsWoche ter noticiado que a Volkswagen tencionava eliminar a Seat até ao final de 2029, a marca esclareceu que não foi tomada qualquer decisão.
O próprio conselho de supervisão do grupo Volkswagen também não fez referência à insígnia espanhola entre os acordos adoptados na quinta-feira mas, nesse contexto, Matías Carnero explicou que, nessa reunião, exigiu "um plano para a Seat".
A preocupação inicial com a marca deu lugar, após a reunião, à sensação de que a direção do conglomerado automóvel aposta tanto na Cupra como na Seat, afirmou Carnero, que se mostra agora "mais tranquilo quanto ao futuro da empresa".
Além disso, o responsável deixou claro que uma coisa é a marca Seat e outra é a empresa Seat S.A., a filial espanhola do grupo Volkswagen, que agrupa ambas as insígnias.
Num comunicado divulgado esta sexta-feira, a Seat e o grupo Volkswagen afirmaram que a empresa Seat S.A. tem um "futuro sólido" no seio do consórcio alemão.
Todavia, deram a entender, ao mesmo tempo, que não excluem a possibilidade de prescindir da marca Seat, embora insistam que a decisão ainda não foi tomada.
Na informação disponibilizada, a empresa sublinhou que, "no contexto actual, com uma regulamentação cada vez mais exigente, o custo da electrificação e o investimento necessário para desenvolver uma nova geração de modelos eléctricos tornam cada vez mais complexa a análise sobre a continuidade do investimento na marca Seat".
Continuam, por isso, a serem possíveis vários cenários para além de 2030, "dependendo da evolução da regulamentação, da procura dos clientes e das condições do mercado" a avaliação para a continuidade da marca; ainda não foi tomada qualquer decisão", sublinhou a Seat.
Matías Carnero recordou que a Seat já cortou pessoal nos últimos anos, graças a um plano de saídas para os trabalhadores com mais de 61 anos.
No entanto, insiste na necessidade de uma plataforma eléctrica para a fábrica espanhola de Martorell, a fim de garantir a carga de trabalho a médio prazo.
Na quinta-feira, o conselho de supervisão do grupo Volkswagen aprovou, por unanimidade, "um plano de reestruturação que prevê a eliminação de cerca de 50 mil postos de trabalho em todo o mundo até ao final desta década, o dobro do previsto num plano anterior.
A maior fabricante automóvel da Europa já tinha anunciado a intenção de cortar 50.000 postos de trabalho na Alemanha até 2030, com o foco a centrar-se na principal marca.
Um corte total de 100.000 postos de trabalho representaria aproximadamente 15% da força de trabalho do grupo.
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