
















A BMW está a recolher centenas de milhares de veículos devido a um risco de incêndio, revelou esta quarta-feira um porta-voz da construtora à agência France-Presse, confirmando a notícia avançada pela revista alemã Kfz-Betrieb.
"Controlos de produtos e reclamações de clientes mostraram que, nos modelos identificados, o motor de arranque pode apresentar-se defeituoso", podendo causar, "na pior das hipóteses, um incêndio no veículo", indicou o grupo automóvel em comunicado.
Segundo a revista Kfz-Betrieb, são 575 mil as viaturas potencialmente afectadas em todo o mundo, um número que a porta-voz da BMW não quis confirmar, referindo-se apenas a um número na ordem dos "seis dígitos".
No total são 16 os modelos produzidos entre Julho de 2020 e Julho de 2022 equipados com um relé de arranque que apresentam esse risco, pormenorizou a construtora automóvel.
Os veículos nos quais um motor de arranque defeituoso foi instalado posteriormente durante uma reparação também estão afectados.
Risco de curto-circuito
A BMW constatou que o desgaste pode ocorrer num componente do motor de arranque após um grande número de ignições, impedindo o início correcto do propulsor; em alguns casos, tal situação pode levar a um curto-circuito.
"Pode resultar num sobreaquecimento local no motor de arranque", o que, "na pior das hipóteses, pode provocar um incêndio no veículo", levando a insígnia de Munique a recomendar não deixar a viatura sem vigilância após a ligar.
"Em todos os veículos potencialmente afectados, o motor de arranque deve ser substituído", assim como a bateria em alguns modelos "para adaptar-se ao novo motor de arranque", indicou a BMW.
No final de 2024, a construtora procedeu à recolha de 1,5 milhões de veículos devido a um defeito no sistema de travagem, o que a obrigou a reduzir as suas metas anuais.
Um porta-voz do grupo automóvel disse à AFP que a actual recolha terá pouco ou nenhum impacto nos seus resultados financeiros.
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