A Nissan deverá cortar cerca de 900 postos de trabalho na Europa, aproximadamente 10% da sua força laboral regional, informou esta quarta-feira a agência local Kyodo.
Representantes citados pela agência indicam que a construtora está a planear o encerramento parcial do armazém de componentes em Barcelona.
Da mesma forma, pretende fazer uma revisão do modelo de vendas na Europa, passando em alguns mercados da distribuição própria para a comercialização através de importadores locais.
A medida insere-se no plano de recuperação Re:Nissan anunciado em Maio de 2025, com o qual o grupo procura regressar à rentabilidade com a prevista redução de 20.000 empregos a nível global até 2027, e "cortar" a rede de fábricas de 17 para dez.
Espanha afectada
Em Espanha, a fabricante comunicou aos sindicatos a 27 de Abril que planeava aplicar em três centros de Barcelona, onde trabalham 569 pessoas, um procedimento legal que permite que empresas em crise suspendam, reduzam jornadas ou extingam contratos colectivamente, segundo fontes sindicais.
Os eventuais afetados incluem trabalhadores do centro técnico da zona franca de Barcelona, do centro de peças de El Prat de Llobregat, e do centro de áreas flexíveis, também em El Prat.
A informação gerou rejeição e preocupação entre representantes dos trabalhadores, incluindo na fábrica da Nissan em Ávila, cujo comité expressou o seu "absoluto repúdio" pela decisão.
Segundo a agência Kyodo citada pela Lusa, a Nissan também prevê consolidar de duas para uma as linhas de produção da sua fábrica de Sunderland, no Reino Unido, a única unidade de montagem de veículos que mantém na Europa, para torná-la mais rentável.
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