
















Está baptizado como Destrier o terceiro exemplo milionário saído do programa Solitaire da Bugatti, para uma sublime personalização do extremíssimo Bolide concebido para acelerar em circuito nos track days.
Sendo um "solitário" no sentido mais verdadeiro do termo, o hiper desportivo combina graça e estilo numa criação intemporal que irá figurar entre os designs mais significativos da história automóvel da insígnia francesa,
O nome também não foi escolhido ao acaso: afinal, trata-se duma homenagem à estirpe mais nobre e robusta dum cavalo preparado para a guerra na Idade Média.
Certo é que este Destrier colocou um enorme desafio aos estilistas da Bugatti: criarem uma obra de arte sem qualquer apêndice aerodinâmico, para além dos que são imprescindíveis, para poder ser apreciada apenas pelas suas proporções.
O resultado final é um hiper desportivo com apenas um metro de altura, tornando o mais baixo de sempre em relação a qualquer outro modelo da marca.
Depois são as jantes de 20 polegadas à frente e de 21 atrás a substituírem as rodas originais de 18 polegadas do Bolide para dar uma monumentalidade ao Destrier numa carroçaria reduzida aos seus volumes mais puros.
Um rápido olhar a bordo mostra um posto de condução em total contraste com o despojo proposto por aquele hiper carro para pista, ao evocar "o aconchego sereno duma alfaiataria" como foi pedido pelo seu condutor.
O que não mudou foram os 1.600 cv e 1.600 Nm extraídos do bloco tetraturbo W16 de 8.0 litros que equipa o Bolide, apenas um "pormaior" num Bugatti Destrier que privilegia antes a mestria artesanal dos estilistas do programa Solitaire.
Texto: P.R.S.
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