
















O Kia EV2 só tem a estreia internacional a 20 de Março em Lisboa mas, antes dos ensaios dinâmicos, a insígnia sul-coreana avança já com algumas das suas particularidades técnicas.
O ruído, a vibração e a aspereza (NVH – Noise, Vibration and Harshness) foram centrais no desenvolvimento do compacto eléctrico concebido e construído na Europa, para conseguir um habitáculo tranquilo e bem controlado.
Para tal foram usadas simulações digitais avançadas que enfatizaram a robustez do ruído rodoviário a alta velocidade, com os testes baseados em dinamómetro a permitirem medições precisas e repetíveis num ambiente controlado.
"Tratámos o desenvolvimento NVH do EV2 como um sistema", explicou Oliver Jung, engenheiro-chefe do centro técnico do grupo na Europa. "As simulações ajudaram-nos a identificar onde os ruídos da estrada e do vento poderiam perturbar o habitáculo".
Para reduzir o barulho da estrada, o "eléctrico" está equipado com pneus acústicos concebidos para minimizar a intrusão tonal, complementados por revestimentos absorventes nas cavas das rodas que reduzem os níveis de ruído percebidos.
Na redução do rumor do vento, entram em acção os vidros das portas e o pára-brisas acústicos para limitar de maneira significativa o ruído da turbulência do ar a velocidades de auto-estrada.
Já os sons de alta frequência, vindos de componentes específicos como o inversor e o conversor, foram "resolvidos" com o isolamento interior do painel de instrumentos e do porta-bagagens dianteiro, e com a cobertura da parte inferior da carroçaria.

E depois é a própria gestão dos alertas sonoros do EV2 a contribuírem para a segurança e a usabilidade, com o som de aviso aos peões a informar os outros utentes da estrada mas mantendo-se discreto para quem viaja a bordo
Também o som de alerta do assistente "inteligente" do limite de velocidade (ISLA) foi ajustado para dar orientações claras mas sem se tornar intrusivo ao longo do tempo.
Sem se conhecer a potência do motor, que poderá ser de 108 kW (147 cv), o Kia EV2 é proposto com baterias LFP de 42,2 kWh ou NMC de 61,0 kWh para as respectivas autonomias combinadas chegarem até 317 ou 453 quilómetros.

Não é indicada a potência máxima de carregamento dos acumuladores em corrente contínua, sabendo-se apenas que terá opções para carregar até 11 kW ou até 22 kW em corrente alternada.
O posto de condução é definido por um visor a juntar a instrumentação, o infoentretenimento e a climatização, dispondo de funcionalidades como o planeamento de rotas para veículos elétricos, Plug & Charge e carregamento bidireccional.
Por saber ficam as datas de lançamento no mercado europeu e, no caso português, os preços de cada variante, mesmo se é avançado um valor à volta dos 30 mil euros para a versão que dá entrada à gama.
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