São bem fortes as ambições da BYD com o revigorado Atto 3 Evo apresentado esta terça-feira. Mais do que uma simples renovação, o SUV eléctrico quer reposicionar-se no topo quer no desempenho, quer na versatilidade.
Se o visual por fora e por dentro é decalcado do antecessor, é na maior potência do sistema motriz e na autonomia mais alargadas que estão as principais diferenças.
Ainda sem preços nem data de estreia no nosso país, as encomendas já estão abertas em vários países europeus; como referência, o SUV é proposto em Espanha a partir de 42.990 euros.
Renovação estética ligeira
Membro activo da primeira vaga de modelos com que a BYD entrou na Europa, o Atto 3 distinguiu-se de imediato pelos detalhes de estilo por fora e por dentro, somando-se um desempenho mais do que respeitável na estrada.
Face a um mercado cada vez mais concorrencial, era tempo que o SUV evoluísse as suas capacidades dinâmicas, assim como uma maior potência de carregamento da bateria para conquistar os condutores do Velho Continente.
Sem grandes diferenças estéticas, mantém as proporções do antecessor com os seus 4,46 metros de comprimento por 1,88 de largura e 1,62 de altura.
As actualizações estão focadas em áreas específicas como os pára-choques redesenhados, as saias laterais mais refinadas e a asa traseira com um toque mais desportivo.
Somam-se uma assinatura luminosa mais afirmativa e novas jantes de 18 polegadas em liga leve num conjunto que ganha mais elegância sem comprometer a identidade do SUV original.
Peculiaridades mantidas a bordo
A evolução a bordo é ligeiramente mais substancial, como se percebe na passagem do selector de marchas para a coluna de direcção para libertar espaço na consola central.
O painel de instrumentos de 8,8 polegadas foi redesenhado, mantendo-se as 15,6 polegadas para o ecrã multimédia, num habitáculo onde os materiais e os acabamentos são de maior qualidade.
O que não foi eliminado foram peculiaridades como as saídas de ar a remeterem para um ambiente náutico, e as cordas de guitarras nos painéis inferiores das portas.
A distância entre eixos foi mantida nos 2,72 metros mas o melhor aproveitamento do espaço interior elevou para os 490 litros a capacidade da bagageira, mais 50 litros do que no antecessor.
Novidade é o compartimento de 101 litros sob o capô, ideal para acomodar as compras do dia no supermercado ou apenas para guardar os cabos de carregamento.
Tracção traseira ou integral
Tendo como base a recente evolução da e-Platform 3.0, o Atto 3 Evo passa a ter tracção traseira ou integral, acompanhadas de motorizações eléctricas bem mais potentes.
A versão Design de entrada à gama tem um propulsor com 230 kW (313 cv) e 380 Nm passados às rodas posteriores para cumprir os zero aos 100 km/hora em 5,5 segundos, com a velocidade de ponta a fixar-se nos 180 km/hora.
A variante Excellence soma um motor dianteiro assíncrono para a tracção total, com os 330 kW (449 cv) e 560 Nm a reduzirem para 3,9 segundos a corrida dos zero aos 100 km/hora; a velocidade máxima é de 200 km/hora.
Ambas as propostas equipam a mesma bateria Blade LFP de 74,8 kWh, com a primeira a permitir até 510 quilómetros de autonomia, baixando para 470 quilómetros na segunda.
Recargas mais rápidas
Mesmo se a arquitectura eléctrica da plataforma permanece nos 400 volts, os carregamentos rápidos em corrente contínua são elevados até aos 220 kW contra os anteriores 89 kW do anterior Atto 3 de 204 cv com tracção dianteira.
O carregamento em corrente alternada é possível até 11 kW, enquanto a função V2L permite a alimentação eléctrica de dispositivos externos a uns máximos 3,3 kW.
Os assistentes à condução são abrangentes, contando, entre outros, com o controlo adaptativo da velocidade de cruzeiro com manutenção de faixa, monitorização de ponto cego e reconhecimento de sinais de trânsito.
Ainda sem estreia agendada no nosso país, por saber ficam os preços de cada variante, assim como a abertura das encomendas.
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