
















É um verdadeiro Regresso ao Futuro mas não com o DMC DeLorean com que Michael J. Fox andou a viajar no tempo para a frente e para trás naquela saga fílmica.
Quase 20 anos sobre a estreia do Tesla Roadster, Elon Musk volta à carga com a segunda geração do "eléctrico" sem capota. Única questão? Deixou de ser descapotável mas pode voar em céu aberto!
O protótipo definitivo foi revelado esta quinta-feira no Texas pelo multimilionário, numa antecipação do modelo de produção que chegará em 2028 ao mercado; as pré-reservas já abriram sob um depósito de 50 mil euros.
"Já montámos o Roadster num foguetão; agora, estamos a montar um foguetão no Roadster", ironizou o patrão da Tesla na apresentação da sua mais recente criação,
Duas décadas passadas sobre a primeira geração, e praticamente dez anos após o anúncio (nunca concretizado!) do seu regresso à estrada, a Tesla estreia agora a terceira iteração do desportivo elétrico.
As suas formas definem-no como uma espécie de "ciber super carro" mas deixa de lado a designação de roadster ao assumir um tecto fixo na estrutura.
Fibra de carbono, titânio e magnésio são os materiais usados para reduzir o peso, com o branco anodizado da carroçaria a inspirar-se nas tecnologias aeroespaciais para proteger contra raios UV e baixas temperaturas.
O minimalismo prossegue num habitáculo pontuado pelo volante, inspirado no mundo náutico, e pelos bancos fixos, sem esquecer o enorme ecrã central que junta a instrumentação e o infoentretenimento.
Uma certeza foi o impacto criado junto do público pelo principal destaque da apresentação do roadster: a Tesla anunciou uma aceleração do zero às 60 milhas por hora em 81 centésimos de segundos.
A conversão corresponde a 96,5 km/hora mas, mesmo assim, é quase uma certeza que continuará a demorar menos de um segundo para bater os 100 km/hora e "castigar" os estômagos mais mal preparados.

A "colagem" ao asfalto é assegurada pela combinação de elementos aerodinâmicos activos com ventiladores que extraem o ar debaixo do hiper carro para maximizar a tracção e melhorar o desempenho em curva.
A elevada força de sucção gerada que permite mantê-lo virado de rodas para baixo, mesmo quando parado, como acontece no McMurtry Spéirling Pure, mesmo se não saiba muito bem para que isso sirva.
Performance, Thrust e Rocket são as três versões anunciadas para o Tesla Roadster, com a diferença da segunda face à primeira estar nos quatro propulsores a gás que monta na traseira.
Em tudo semelhantes aos usados pela SpaceX nos seus foguetões, estão concebidos para reduzir o tempo de aceleração para menos de 0,9 segundos.

Já o Roadster Rocket assume-se como um monolugar "voador" apoiado em dez propulsores a gás distribuídos em redor da carroçaria, tendo como missão auxiliar os movimentos verticais e de rotação lateral.
O piscar de olhos a Regresso ao Futuro foi confirmado quando o super desportivo desceu das alturas, girando sobre o seu próprio eixo, para depois aterrar sobre as quatro rodas.
Estas capacidades não transformam o Roadster Rocket num meio de transporte aéreo convencional, e muito menos está homologado para circular na via pública, mas esse é apenas um pormenor…
Não há qualquer informação técnica sobre a motorização e a capacidade da bateria do Tesla Roadster, assim como a potência de carregamento e o tempo de espera necessário para cumprir essa função.

Apenas foi adiantado que a velocidade de ponta da versão topo de gama rondará os 370 km/hora, e que a distância entre recargas deverá superar os 480 quilómetros.
Mais impressionante, sem dúvida, são as tecnologias by-wire que comporta para controlar electronicamente a direcção, a travagem e a aceleração.
Já sabido é o valor a desembolsar para fazer a pré-reserva do Tesla Roadster: cerca de 45 mil euros para a variante Performance, ou 250 mil euros para a versão Thrust.
Não são avançados quaisquer valores para o topo de gama Rocket já que a encomenda só poderá ser feita por convite; o início da produção da gama tem arranque previsto para 2028… se não houver atrasos!
Texto: P.R.S.
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