
















O Governo aprovou esta sexta-feira novas descidas extraordinárias e temporárias das taxas do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicáveis no continente.
Esta medida permitirá poupar 1,8 cêntimos por litro no gasóleo e 3,3 cêntimos por litro na gasolina quando os aumentos se efetivarem na segunda-feira.
Segundo o comunicado do Ministério das Finanças, a soma destes descontos permitirá "poupar 6,1 cêntimos no gasóleo e 3,3 cêntimos na gasolina face aos preços da semana de 2 a 6 de Março".
A gasolina sem chumbo passa agora a ser também abrangida pela redução, uma vez que "vai ultrapassar um aumento de 10 cêntimos" face ao preço registado no início desta semana, explica a agência Lusa.
Com esta medida, o preço médio do gasóleo simples deverá fixar-se nos 1,919 euros/litros, e o da gasolina simples 95 nos 1,847 euros/litros.
Recorde-se que a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) tinha anunciado para segunda-feira o aumento até 10 cêntimos no litro do gasóleo simples, com a gasolina simples 95 a subir até 10,3 cêntimos/litro.
Este aumento acontece num contexto de forte tensão geopolítica no Médio Oriente, com os preços do petróleo pressionados pelo encerramento do estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais.
A média final só será fechada no final desta sexta-feira, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo; o custo final poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e o local.
O aumento ocorre após o fecho na quinta-feira em Londres da cotação do petróleo, com o barril de Brent para entrega em maio a subir mais de 9%, para 100,46 dólares.
É o valor mais alto desde 2022, impulsionado pelas declarações do Irão sobre o bloqueio do estreito de Ormuz por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos.
Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) responderam com a "libertação" de 400 milhões de barris das reservas estratégicas para compensar essas perdas de abastecimento.
É a sexta vez que a AIE coordena a liberação de reservas estratégicas, sendo a quantidade libertada mais do dobro da intervenção recorde durante o início da guerra na Ucrânia.
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