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Futuro é hidrogénio e não baterias, diz responsável da Mercedes
14:37 - 29-01-2018
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Futuro está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da MercedesFuturo está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da Mercedes
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Futuro está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da Mercedes

O anúncio por parte do governo da Índia da intenção de forçar a indústria automóvel a converter-se por completo aos eléctricos em 2030 levantou um coro de críticas por parte das mais diversas marcas presentes naquele mercado. A mais interessante foi, contudo, a do responsável da Mercedes naquele país, Roland Folger, pela forma aberta, pragmática e reveladora como falou do futuro.

Segundo Folger, não fará qualquer sentido estar a mudar todo um mercado automóvel no sentido dos carros eléctricos com baterias quando, dentro de pouco mais de duas décadas, em todo o Mundo se guiarão carros a hidrogénio! É esta a fé inabalável que aquele responsável da Mercedes tem no progressivo desenvolvimento da tecnologia da célula de combustível ("fuel cell") que, através da reacção do hidrogénio com o oxigénio do ar, consegue produzir a energia necessária para alimentar o motor eléctrico. E sem emissões poluentes.

Futuro está no hidrogénio, não nas baterias, diz responsável da Mercedes

"Esta ideia de uma nação inteira mudar para carros com baterias parece-me algo precipitada pois, em 2040, já todo o Mundo estará a guiar carros a hidrogénio", afirmou convictamente Folger. Em especial devido ao gigantesco investimento que será ainda preciso fazer numa infraestrutura de carregamento para milhões de carros eléctricos, o que os veículos a hidrogénio quase dispensam, podendo apenas estar ligados brevemente à corrente para completar a carga de uma bateria que será sempre muito mais pequena que as dos actuais automóveis eléctricos.

"Poderá o governo investir milhares de milhões de dólares na construção de estações de carregamento e respectivas infraestruturas? Se não, quem pagará a conta? Certamente que não será o sector privado. E mesmo que o governo reúna os fundos necessários, valerá tão grande esforço só para conseguir reduzir ligeiramente a poluição?". Estas questões colocadas por Roland Forger são pertinentes não só para a Índia mas um pouco para todo o Mundo, em especial para os países (nem é o caso de Portugal…) em que a geração de energia eléctrica ainda é maioritariamente feita a partir de combustíveis fósseis.

O responsável da Mercedes – marca que, refira-se, se prepara para lançar forte ofensiva de produtos 100% eléctricos, com baterias, inclusive sob uma nova submarca, a EQ – defende até os híbridos "plug in" como uma solução mais inteligente para a transição até à chegada em força dos carros a hidrogénio. Por terem baterias mais pequenas e, por isso, não exigirem uma infraestrutura tão grande e cara para o seu carregamento.

De momento, apenas a Toyota (que já vendeu mais de 3000 Mirai só na Califórnia!), a Honda e a Hyundai estão a comercializar modelos a hidrogénio. Mas a Mercedes apresentou, no último salão de Frankfurt, o GLC F-Cell que junta a tecnologia "fuel cell" que garante 437 km num depósito de hidrogénio a uma bateria de iões de lítio que pode ser carregada na tomada, permitindo mais 49 km, num carro que conta com 200 cv de potência. A Mercedes tem uma frota destes GLC F-Cell em testes, antes de avançar para a sua comercialização.

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