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FaSTLAne 2030: Stellantis investe 60 mil milhões de euros e aposta em parcerias estratégicas para crescer

19.23h
 
FaSTLAne 2030: Stellantis investe 60 mil milhões de euros e aposta em parcerias estratégicas para crescerFaSTLAne 2030: Stellantis investe 60 mil milhões de euros e aposta em parcerias estratégicas para crescerFaSTLAne 2030: Stellantis investe 60 mil milhões de euros e aposta em parcerias estratégicas para crescerFaSTLAne 2030: Stellantis investe 60 mil milhões de euros e aposta em parcerias estratégicas para crescer
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Mais duma centena de novos automóveis, marcas hierarquizadas e uma nova plataforma multi-energias, num investimento superior a 60 mil milhões de euros nos próximos cinco anos, para acelerar o crescimento acompanhado dos respectivos lucros.

Estas são algumas das premissas definidas pela Stellantis na estratégia FaSTLAne 2030 apresentada esta quinta-feira no Dia do Investidor que está a acontecer na sede norte-americana da multinacional em Auburn Hills, no estado do Michigan.

Recorde-se que na terça-feira o conglomerado automóvel já tinha confirmado o projecto europeu E-Car sob a forma de citadinos eléctricos, tendo como figura de proa o "renascimento" do Citroën 2 CV adaptado à electromobilidade.

Seis pilares estratégicos

A definir o plano estão seis pilares: gestão mais precisa do portefólio de marcas; investimento em plataformas globais, motorizações e tecnologias; lançamento de novas parcerias; optimização da pegada de produção; excelência na execução; e empoderamento das regiões e das equipas locais.

Na prática, até ao final desta década, todas as marcas do grupo lançarão mais de 60 novos modelos, incluindo 11 para o mercado americano, e 50 grandes renovações que vão bem para lá da estética.

Dessas novas propostas, serão 29 as totalmente eléctricas, 15 as híbridas plug-in e 24 as híbridas convencionais, com outros 39 a equiparem motores de combustão interna com ou sem micro hibridização.

Marcas hierarquizadas

Já definido é a concentração da Stellantis em redor de quatro marcas principais – Jeep, RAM, Peugeot e Fiat – que irão absorver 70% dos investimentos do grupo até 2030.

Outras cinco atuarão como marcas regionais – Chrysler, Dodge, Citroën, Opel e Alfa Romeo –, adoptando as tecnologias daquelas insígnias, mas obrigadas a elaborar cuidadosamente um posicionamento diferenciador para cada uma delas.

Ressalte-se ainda que, até ao final da corrente década, a multinacional pretende reutilizar até 70% dos componentes das suas diversas marcas.

Na "periferia" irão ficar a DS e a Lancia com o estatuto de marcas especializadas, sob o controlo respectivo da Citroën e da Fiat, enquanto a Maserati será reforçada com dois novos modelos para o segmento E que apenas serão detalhados em Dezembro.

Outro princípio orientador do FaSTLAne 2030 será o lançamento de novas parcerias e o reforço das actuais, como as chinesas Leapmotor e Dongfeng, e com  empresas tecnológicas como a Nvidia, Mistral AI, Qualcomm ou Wayve.

Já a ligação à Jaguar Land Rover irá privilegiar o desenvolvimento de novos produtos na América do Norte, enquanto a ligação ao grupo indiano Tata incidirá em África, América do Sul, Ásia-Pacífico e Médio Oriente.

STLA One na calha

O plano estratégico da multinacional automóvel compreende ainda o investimento, a partir do "bolo" global, de mais de 24 mil milhões de euros para o desenvolvimento de novos sistemas de propulsão, tecnologias e plataformas.

Até ao final da década, metade dos volumes anuais globais serão produzidos sobre três plataformas, incluindo a inédita STLA One que acomodará vários tipos de sistemas de propulsão, abrangendo mais de 30 modelos para os segmentos B, C e D.

Com lançamento previsto para 2027 numa arquitectura eléctrica de 800 volts, será também a primeira plataforma da Stellantis a integrar a tecnologia steer-by-wire, o que poderá significar que servirá de base à próxima geração do Peugeot E-208.

A previsão é de que o tempo de concepção e desenvolvimento dum novo carro seja reduzido de 40 para 24 meses mas tal dependerá da nova plataforma, anunciada como modular e escalável.

O FaSTLAne 2030 prevê ainda uma redução na capacidade de produção em mais de 800 mil unidades, com a realocação ou a partilha das instalações fabris de Poissy e Rennes em França, e de Madrid e Saragoça em Espanha.

A Stellantis insiste na preservação dos empregos naquelas fábricas, ao explicar que tem como objectivo aumentar a capacidade de produção de 60 para 80% até ao final desta década.

A ambição do conglomerado automóvel está patente nas metas financeiras regionais, com um crescimento de 25% nas receitas na América do Norte, 10% na América do Sul, 40% em África e Médio Oriente, e 15% na Europa,

Texto: P.R.S.

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