
















É ambicioso o plano estratégico futuREady que o grupo Renault delineou para 2026-2030.
A construtora francesa sublinha que irá acelerar a transição para os veículos eléctricos no documento apresentado esta terça-feira.
Mais decisivo é o fim das vendas de automóveis alimentados a gasolina e gasóleo no território europeu até ao final desta década.
"Até 2030, a marca Renault ambiciona vendas de 100% de veículos electrificados na Europa e 50% fora da Europa", refere o grupo em comunicado.
Na mesma nota à imprensa, acrescenta que, actualmente, vende 40% de modelos com motor de combustão interna no Velho Continente.
Híbridos como factor-chave
É uma revisão da estratégia do grupo automóvel que vem alargar a sua meta anterior.
Estabelecida em 2021, visava 100% de viaturas totalmente eléctricas até 2030 para incluir os híbridos.
Todavia, como as vendas de automóveis totalmente eléctricos têm sido mais lentas do que o esperado, em Dezembro a União Europeia flexibilizou a sua meta de electrificação para 2035, abrindo caminho aos modelos hibridizados.

O grupo Renault planeia manter os modelos híbridos na Europa após 2030 mas, mesmo com este compromisso, mantém o rumo da electrificação para a sua marca principal.
É uma aposta mais concreta para uma era pós-motores de combustão interna, ao contrário da rival Stellantis, que visa relançar modelos a gasolina e a gasóleo.
Este objectivo é um dos pilares do plano estratégico futuREady, que prevê o lançamento de 36 novos modelos, 16 dos quais serão eléctricos.
Tal medida representa um aumento em relação aos 32 modelos lançados entre 2021 e 2025.
Electrificação total na Renault
A marca Renault quer reforçar o seu potencial na Europa com 12 novos modelos, e generalizar a electrificação da gama, mantendo os híbridos após 2030.

É seu objectivo desenvolver esta tecnologia a nível internacional, sem esquecer a expansão da sua oferta 100% eléctrica com uma nova plataforma.
Pretende ainda intensificar a sua ofensiva mundial com 14 lançamentos, atingindo até 2030 a venda anual de 2 milhões de veículos, com metade fora da Europa.
Outra aposta é que 100% das vendas no espaço europeu, e 50% fora dele sejam de veículos eléctricos.
Dacia apontada ao segmento C
Assumida pela Dacia em 2030 é a total transição para a electromobilidade, com a gama a passar de um para quatro "eléctricos".
O acelerar da electrificação visa atingir dois terços das vendas até ao final da década, tendo o preço, custo e valor para os clientes como as suas premissas.

Irá manter-se a ofensiva no segmento C para atingir um terço das vendas em 2030.
Aproveitada será também a experiência em sistemas 4x4, assim como no híbrido E-Tech do grupo Renault, e a sua liderança em veículos a GPL.
À espera do novo Alpine A110
Para a Alpine, será basilar o A110 de nova geração baseado na Alpine Performance Platform (APP), com os A290 e A390 a prosseguirem o seu caminho para atrair novos clientes.
Será ainda reforçado o desenvolvimento de séries limitadas ainda mais exclusivas, como é exemplo o Apine A110 R Ultime.
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