
















Começam a ser revelados alguns dos segredos mecânicos que se escondem sob o novíssimo Alpine A110 eléctrico: surpresa (ou talvez não!), o super carro irá "roubar" ao futuro Renault 5 Turbo 3E grande parte do seu ADN.
Quem o "explica" à revista britânica Autocar é o próprio Philippe Krief, com o director executivo da insígnia gaulesa a confirmar a estreia do desportivo no salão automóvel de Paris em Outubro.
A berlinetta terá como base a arquitectura da Alpine Performance Platform (APP) numa estrutura em alumínio, sendo montada atrás dos ocupantes a bateria, que no exemplo da Renault tem 70 kWh de capacidade.
Conseguir uma posição de condução baixa, como num "clássico" a combustão com motor central traseiro, é mais do que óbvio num cockpit inspirado na Fórmula 1, com os pés do condutor elevados e o volante próximo do corpo.
A tecnologia embarcada deverá ser reduzida ao mínimo essencial, e há mesmo rumores que apontam para que seja o primeiro modelo da Alpine a exibir um interior específico para recriar uma ligação emocional com o "piloto".
Acredita-se que o A110 EV não será tão radical como o R5 Turbo 3E, ao assumir dois propulsores nas rodas traseiras (e não dentro delas), e um terceiro no eixo dianteiro, em tudo semelhante ao A390, para a vectorização de binário.
Espera-se, por isso, uma potência bruta entre os 345 cv do A110 R Ultime e os mais de 540 cv do super desportivo da Renault para um peso que deverá ser inferior a 1.500 quilos, e uma autonomia de quase 500 quilómetros.
Dada a flexibilidade da plataforma APP, esperam-se formulações diferenciadas para o futuro super desportivo: para além do coupé de dois lugares, haverá um descapotável e uma versão de quatro lugares com uma pegada mais GT.
E convém não esquecer que esta solução também permite acomodar motores de combustão interna, o que possibilita "sonhar" com uma variante híbrida ou mesmo a hidrogénio do Alpine A110.
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