Alpine Tarmac Master ainda mais bruto do que o A110 R Ultime

Com o sucessor eléctrico do Alpine A110 já em pleno desenvolvimento, torna-se cada vez mais apetecível "transformar" o coupé a pura combustão num verdadeiro objecto de colecção.

A Ravage Automobile é o exemplo mais recente, tendo o poderoso R Ultime como base para a "construção" do Alpine Tarmac Master num trabalho conjunto com a insígnia desportiva do grupo Renault.

Não foi uma missão simples, sabendo-se que o topo de gama da linha assume 345 cv e 420 Nm do bloco turbo de 1.8 litros, desde que alimentado por uma gasolina com um índice de octanas de 102 RON.

Preparação arrojada…

As "diferenças" começam logo na carroçaria em fibra de carbono mais larga, com os 11 cm suplementares a levá-la para os 1,91 metros; mantêm-se os 4,26 de comprimento por 1,23 de altura.

Depois é a inclusão duma linha de escape Akrapovic em titânio, e peças de competição da Oreca, com as bielas e os pistões forjados "roubados" ao kit de competição do Alpine A110 GT4 Evo, para fazer do Tarmac Master um "rei" do asfalto.

A preparadora gaulesa especificou um turbocompressor diferente, mesmo se os números de potência são os mesmos do desportivo que lhe serve de base, baixando para os 320 cv se for alimentado com gasolina convencional de 98 octanas.

Passáveis às rodas traseiras através duma caixa automática DCT6 de dupla embraiagem com diferencial autoblocante, o peso do conjunto permanece abaixo dos 1.100 quilos, apesar da maior largura de vias em 5 cm à frente e 9 cm atrás.

As acelerações estão ao nível do A110 R Ultime, o que significa uma velocidade de ponta de 280 km/hora, e 3,8 segundos dos zero aos 100 km/hora; o foco está mesmo na dinâmica com que ataca a estrada.

… para o melhor desempenho!

Para tal, uma nova dianteira aerodinâmica "obrigou" ao completo redesenho do sistema de arrefecimento com o reposicionamento dos radiadores e a montagem dum novo ventilador para extrair o ar quente pela parte superior do capô

Somam-se a suspensão Öhlins TTX com batentes hidráulicos, ajustável em altura, compressão e retorno, uma barra estabilizadora dianteira específica, e discos de travão AP Racing de 330 mm "apertados" com pastilhas de competição.

Num habitáculo completamente despojado do que é acessório, destacam-se os baquets da Sabelt em fibra de carbono com cintos de segurança de seis pontos de aperto, para o condutor apenas preocupar-se em acelerar de curva em curva.

Limitado a dez exemplares por um preço de partida de 295 mil euros em França, as primeiras entregas estão previstas para a Primavera… de 2027!

Texto: P.R.S.

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