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DS Nº 8 ataca 'premium' com 750 km eléctricos… e sai-se muito bem!

13:29 - 07-01-2026
 
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DS Nº 8 ataca 'premium' com 750 km eléctricos… e sai-se muito bem!

O DS N°8 representa uma pequena revolução no seio da DS Automobiles ao assumir-se como o seu novo porta-estandarte 100% eléctrico da marca.

DS Nº 8 ataca 'premium' com 750 km eléctricos… e sai-se muito bem!

Ao visual distinto que as suas linhas exteriores exibem soma-se um ambiente a bordo próprio dum premium recheado de tecnologia.

A berlina tem na autonomia o principal trunfo para quebrar a ansiedade ao proporcionar até 750 quilómetros entre recarregamentos… e 400 quilómetros em auto-estrada a 120 km/hora!

Estética refinada

O DS Nº 8 assume-se como uma berlina eléctrica com espírito crossover nas suas formas e aptidões mecânicas, como já se percebia no protótipo DS Aero Sport Lounge em que se inspira.

Exemplo do conforto à "francesa", esta proposta aponta decididamente ao segmento premium nos seus 4,82 metros de comprimento para uma altura de 1,58, com a largura a chegar as 2,10 metros com os retrovisores laterais abertos.

A silhueta refinada é acentuada pelos ângulos rectos nos quatro cantos da carroçaria, enquanto atrás é a assinatura luminosa a dar um tom marcante, que quase faz "esquecer" o spoiler duplo no tejadilho e na porta da bagageira,

À frente são detalhes como as oito luzes LED nos faróis a fazer a diferença, numa referência ao nome do modelo, e a assinatura luminosa exclusiva em forma de V a realçar a sua robustez.

O coeficiente aerodinâmico de Cx 0,24 foi conseguido com puxadores escamoteáveis nas portas, jantes desenhadas para favorecer o fluxo de ar, e a grelha activa com lâminas de abertura e de fecho automatizadas.

Vida a bordo sem reparos

O interior muito envolvente segue as linhas elegantes patentes no exterior, logo evidente no volante de quatro raios em X e no tabliê "flutuante" a toda a largura do habitáculo.

Sobre ele apoiam-se o painel de instrumentos de 10,25 polegadas e o ecrã de infoentretenimento de 16, suportado abaixo por uma fila de teclas para as funções mais comuns.

Além do seu elevado grau de personalização, é compatível com Android Auto e CarPlay sem fios e inclui um sistema avançado de comando vocal associado ao ChatGPT.

Uma certeza é que não faltam espaço e conforto a bordo, confirmado pelos 2,90 metros que separam os dois eixos, com a bagageira a chegar aos 620 litros de capacidade.

Há ainda vários "universos" personalizáveis que combinam distintos tipos de materiais e de cores nos acabamentos Pallas, Étoile e, principalmente, no especial Jules Verne Collection.

Três potências à escolha

São três os grupos motopropulsores que equipam o DS Nº 8, com a entrada na gama a fazer-se com a versão FWD 230 cv alinhada com uma bateria de 73,7 kWh para 550 quilómetros eléctricos.

Segue-se o FWD Long Range 245 cv com a bateria de 97,2 kWh para distâncias até 750 quilómetros, com o topo de gama AWD Long Range 350 cv com tração integral a propor uma autonomia até 688 quilómetros.

Todos os motores beneficiam dum acréscimo pontual de potência que acrescenta 30 cv ao FWD (260 cv), 35 cv ao FWD Long Range (280 cv) e 25 cv ao AWD Long Range (375 cv).

Mesmos se o DS N°8 pesa mais de duas toneladas, o desempenho está ao nível dum desportivo, com os zero aos 100 km/hora a fazerem-se em 5,4 segundos na versão mais potente.

As versões com tracção dianteira aceleram em 7,7 e 7,8 segundos, respectivamente, com a velocidade máxima do trio a estar auto-limitada aos 190 km/hora.

O recarregamento faz-se até 22 kW em AC ou até 160 kW em DC, dispondo de bomba de calor de série para pré-condicionar a bateria, sendo o carregador de bordo bidireccional para alimentar pequenos aparelhos eléctricos.

Postura dinâmica

Já ao volante da variante FWD Long Range de 180 kW (245 cv) e 343 Nm, em poucos quilómetros se percebe quão refinado é o DS Nº 8 no acabamento Jules Verne Collection, tal é a suavidade com que se deixa guiar.

A suspensão responde de forma bem efectiva às várias exigências de condução, ao ponto de mal se sentir o contacto dos pneus de 20 polegadas com o asfalto.

E depois é o conforto dado pelos bancos em pele "transformados" em verdadeiras poltronas com todas as comodidades para fazer duma viagem um enorme prazer.

O bom isolamento do habitáculo deixa do lado os ruídos de maneira efectiva; nem sequer é preciso levantar a voz para conversar com quem viaja nos bancos traseiros, mais entretido a apreciar o espaço que tem para acomodar-se.

É apenas um pormenor porque é preferível gozar a forma como esta berlina ataca a estrada: apesar do seu tamanho, não é desajeitada nem se move com lentidão nos percursos mais encurvados, principalmente no modo Sport.

A resposta da direcção é excelente, mesmo melhor do que em alguns rivais alemães da mesma categoria, e os apoios à condução eficazes; só mesmo os solavancos mais pronunciados em pisos imperfeitos destoam do conjunto.

É certo que os 245 cv debitados pelo motor eléctrico não fazem do DS Nº 8 um "foguete" mas são mais do que suficientes para manter um ritmo elevado.

E depois são os 35 cv suplementares dados nas acelerações a fazerem a diferença nas ultrapassagens… ou numa drag race quando o sinal de tráfego passa de vermelho para verde!

400 km em auto-estrada

Menos positiva é a "mordida" hidráulica dos travões para controlar os mais de 2.000 quilos que o carro pesa. O ideal é pedir a "ajuda" das patilhas no volante para reduzir a velocidade e, ao mesmo tempo, recuperar energia na desaceleração.

Regulável em três níveis, a que se soma a função One Pedal, é efectiva a manter os consumos nuns médios 18 kWh/100 km indicados no computador de bordo, num percurso misto que incluiu cidade, nacional e via rápida.

Mesmo assim, é um descanso saber que, a 120 km/hora na auto-estrada, a bateria de 97,2 kWh permite 400 quilómetros combinados, bastando uma espera de 27 minutos para recarregá-la de 20 a 80% a uns máximos 160 kW.

Uma certeza é que este DS Nº 8 Long Range 245 cv, no acabamento Jules Verne Collection, é um verdadeiro convite para quem gosta de fazer longas tiradas, um convite que a impressionante autonomia não deverá diminuir.

Seja pela estética incomum num carro deste gabarito, seja pela qualidade e conforto tecnológico a bordo, percebe-se bem o equilíbrio entre uma forte identidade da marca com uma originalidade genuína.

Só mesmo o preço poderá travar uma adesão mais efectiva: a entrada na gama faz-se a partir dos 59 mil euros mas a versão ensaiada começa nos 76.600 euros sem os devidos apetrechos opcionais.

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