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Dacia Bigster Hybrid-G 150: um 4x4 familiar robusto a preço controlado

16.58h
 
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Encontrar no nosso país um SUV familiar 100% híbrido e com tracção integral, sem ultrapassar alegremente os 40 mil euros, era uma missão praticamente impossível… até chegar o bifuel Dacia Bigster Hybrid-G 150 4x4!

Na sua base está o já bem conhecido bloco turbo de 1.2 litros e três cilindros com 140 cv e 230 Nm, mas agora aliado a um motor-gerador eléctrico de 23 kW (31 cv) e 87 Nm montado no eixo traseiro.

Se os globais 154 cv são mais do que suficientes para transportar toda a família, mais positivo são os consumos que esta proposta apresenta, ou não estivesse ela preparada para ser alimentada a gasolina e a gás liquefeito.

Com depósitos de 50 litros para cada um dos combustíveis, a autonomia combinada pode chegar aos 1.500 quilómetros, graças aos médios 7,2 litros/100 km a GPL, e 5,6 litros/100 km a gasolina.

Uma experiência que o Aquela Máquina teve a oportunidade de confirmar por estes dias nos arredores de Lisboa debaixo da chuva e vento intensos que a depressão Kristin descarregou no nosso país.

Apto para todos os pisos

Combinar a tecnologia híbrida bifuel com a tracção integral deixou de ser uma miragem com a estreia do Dacia Bigster Hybrid-G 150 4x4, sem ignorar o Duster lançado ao mesmo tempo com esta solução motriz.

Ao motor turbo de combustão interna está acoplada uma transmissão automática de dupla embraiagem com seis velocidades, agora com a possibilidade de engrená-las através das patilhas no volante.

Novidade é também a associação duma caixa automática de duas relações ao motor eléctrico traseiro, sendo esse eixo desengatável quando não tem de enfrentar pisos mais desafiantes.

Apesar da baixa potência e binário no eixo traseiro, são sublinhadas as capacidades "fora de estrada" graças aos modos Snow, Mud/Sand e Lock, a que se soma a função Hill Descent Control.

Acabamentos robustos

Quanto à estética, quase nada diferencia este SUV com acabamento Extreme da restante gama, para além do símbolo "4x4" gravado na porta da bagageira, com a mesma "falta de esforço" para inovar a acontecer a bordo.

O selector rotativo dos modos de condução está montado na consola central enquanto o ecrã multimédia comporta uma página dedicada para a condução off-road com bússola, ângulos de inclinação e distribuição de binário.

Saúdem-se antes os 4,57 metros que o Bigster tem de comprimento, com os 2,70 metros que separam os dois eixos a fazer dele um familiar espaçoso, especialmente para quem viaja atrás, e com a bagageira a assumir 444 litros.

Os materiais e acabamentos são robustos mas básicos, mesmo sendo o topo de gama Extreme, com as opções resumidas ao essencial – climatização automática, navegação e câmara traseira – mas com bons apoios à condução.

Certo é que os arranjos a bordo dão maior sensação de qualidade, nem que seja pela luminosidade que ganham pelo tejadilho panorâmico, e sem esquecer que a consola central até pode equipar um inédito compartimento refrigerado.

Quase como um "eléctrico"

Quem diria que um Dacia 100% híbrido com tracção às quatro rodas iria brilhar pelo seu silêncio rolante nas ruas congestionadas de Lisboa?

Pois os 0,84 kWh de capacidade que a bateria de iões de lítio comporta bastam para fazer do Bigster Hybrid-G 150 4x4 um "eléctrico" durante 60% da circulação urbana, com o ruído do motor tricilíndrico a ser quase impercetível.

E não se porta nada mal no trânsito citadino, graças a uns 154 cv muito ágeis para "arrastarem" os 1.600 quilos que pesa em vazio, o que faz dele um "peso pluma" face à concorrência mais directa.

Saúda-se também a boa posição de condução, em tudo idêntica à do Duster, pela boa amplitude dos ajustes e pelo bom apoio lateral dos bancos dianteiros.

É fora cidade que melhor se percebe como este SUV faz de cada viagem um prazer ao volante: mesmo com o seu tamanho, o comportamento é fluído quanto baste, e sem grandes balanços se se optar por uma condução calma.

Ora, com as estradas nos arredores de Lisboa encharcadas pela chuva no dia do ensaio, apreciou-se antes a tracção efectiva às quatro rodas, mesmo se as "chapadas" de vento lateral convidavam a uma saída involuntária do asfalto.

Condução equilibrada

As passagens da caixa automática mostraram-se suaves mas, mesmo assim, percebeu-se alguma "lentidão" nas reacções, mesmo quando se pisava o acelerador com mais força.

Nada que não pudesse ser resolvido rapidamente com a engrenagem forçada das relações através das patilhas na coluna da direcção, uma solução que surpreende num Dacia.

Os sobressaltos nas transições entre os modos térmico e eléctrico também não ajudaram mas nada de muito preocupante quando se faz uma condução equilibrada.

E depois é a presença (e actuação!) dos apoios evoluídos ao condutor, que pouco ou nada ficam a dever à concorrência mais premium, como são exemplo o controlo de velocidade adaptativo com manutenção de faixa.

Um elogio ao sistema multimédia, simples e muito intuitivo para aceder a todas as informações necessárias no momento, como tem sido apanágio nos modelos mais recentes do grupo Renault.

Quanto aos consumo de combustível, em GPL apresenta uma média de 7,2 litros/100 km, enquanto a gasolina fica em torno dos 5,6 l/100 km, o que para um SUV deste gabarito podem ser considerados como muito contidos.

SUV racional

Em jeito de balanço final, para quem vê na Dacia uma marca de "baixo preço", terá uma agradável surpresa com este Bigster Hybrid-G 150 4x4

Bem construído, poupado nos consumos e com acabamentos de bom nível, assume-se sem vergonha como um dos familiares mais racionais do momento.

Há rivais mais conseguidos, é certo, mas nenhum se aproxima dos 30.350 euros em que arranca a versão de entrada na gama; o topo de gama Extreme ensaiado começa nos 33.350 euros.

Texto: Pedro Rodrigues Santos

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