É o regresso dum nome que marcou o "todo o terreno" da marca do relâmpago nos anos 90 do século passado mas agora transfigurado num SUV compacto adaptado à vivência urbana mas sem esquecer as viagens de longo curso.
E em boa hora o fez porque este Opel Frontera tem os trunfos de que precisa para triunfar junto das famílias com orçamento mais limitado, seja nas versões hibridizadas, seja nas variantes totalmente eléctricas.
Às mãos do Aquela Máquina chegou o Hybrid 145 no acabamento Edition, para saber como se porta no trânsito infernal de Lisboa, sem esquecer as estradas mais encurvadas dos arredores da capital.
Sólido e elegante
A espraiar-se pelos 4,39 metros que tem de comprimento, o Opel Frontera afirma-se de forma sólida mas elegante, com o tom a ser reforçado em grande plano pela grelha Vizor a unir os faróis LED.
As ópticas duplas atrás reforçam o visual moderno e sofisticado que o SUV exibe, distinguido pelo seu nome por extenso a toda a largura da porta da bagageira.
A vida a bordo é dominada pelo Pure Panel, para a instrumentação e o infoentretenimento em visores de dez polegadas mas sem perder os controlos físicos da climatização.
A consola central acomoda ainda um espaço para colocar o tablet e prendê-lo com uma correia, dispondo ainda de duas portas USB à frente e outras duas para quem viaja atrás.
Com 2,67 metros a separar os dois, o espaço interior não deslumbra mas é suficiente para cinco adultos viajarem com conforto, e, sendo apontado às famílias, o porta-bagagens comporta uns sábios 450 litros de capacidade.
Retrofuturismo em alta
É difícil não ficar agradado com o estilo simpático deste Frontera Hybrid 145 ao primeiro olhar mas que corre o risco de passar despercebido aos passantes.
Atenta a essa questão, a Opel optou por um estilo "retrofuturista" ao combinar as rodas de aço em branco com o tejadilho da mesma cor no acabamento Edition ensaiado … e o resultado não poderia ser mais conseguido!
A ligação ao passado continua na ignição: é preciso dar à chave para dar o tiro de partida ao motor desta variante micro híbrida de 145 cv e 230 Nm mas é apenas um pormenor num mundo onde a electrónica automóvel domina.
Eficaz na cidade
Dá-se as primeiras voltas ao volante e logo se fica agradado com o silêncio a bordo, que só é "cortado" pelo aumento do ruído do bloco turbo de 1.2 litros quando se pisa o acelerador com mais força.
A direcção é leve mas muito precisa enquanto a suspensão filtra de forma eficaz as imperfeições do asfalto lisboeta, mesmo que se sintam alguns solavancos a baixa velocidade… que também é uma tradição há anos na Opel!
O sistema micro híbrido de 48 volts actua de forma efectiva para controlar ao máximo o consumo de combustível no tráfego urbano, patente nas (fortes!) desacelerações para recarregar a bateria de 0,89 kWh.
Pena é não possuir um modo "roda livre" que permita ao SUV deslizar como se fosse em "ponto morto", o que obriga a manter o pé levemente no acelerador para evitar essa brusca travagem regenerativa.
Mais tranquilo do que ágil
Se na cidade poucos reparos há a fazer, é na estrada que melhor se percebem algumas limitações neste Frontera Hybrid 145, principalmente quando as curvas se sucedem de forma quase ininterrupta.
Não se espere uma experiência de condução particularmente dinâmica, como confirmam os 9,1 segundos que demora dos zero aos 100 km/hora.
E depois é a a propensão para a subviragem devido aos seus 1,64 metros de altura e aos pneus de alto perfil (215/65) para jantes de 16 polegadas.
A inclinação da carroçaria em curvas mais complexas é bem perceptível para quem viaja atrás mas nada de grave se se conduzir em ritmo tranquilo; para uma condução mais desportiva, este não será o SUV ideal para o fazer.
As passagens caixa automática de seis relações são suaves mas, numa condução mais dinâmica, e com as rotações a aumentarem, o motor faz-se ouvir de forma notória dentro dum habitáculo bem insonorizado até aos 100 km/hora.
Apesar de tudo, os 145 cv combinados mostram-se mais do que suficientes para puxar os 1.345 quilos que pesa em vazio, bem compensado pelos 21 kW (29 cv) suplementares do motor eléctrico quando se circula a baixa velocidade.
Consumos em baixa
Saúdem-se antes os consumos equilibrados para um carro deste porte no momento de atestar o depósito de combustível de 44 litros numa condução sem grandes preocupações ecológicas.
A Opel anuncia um gasto combinado em redor dos 5,2 litros por cada 100 quilómetros mas será mais realista apontar para seis litros, que logo chegam perto dos sete em auto-estrada à velocidade máxima legal.
Espaçoso e confortável, o Opel Frontera é uma opção a ter em conta para famílias com orçamentos limitados, desde que não procurem explosões de entusiasmo ao volante nem sejam muito exigentes com os acabamentos.
A gama arranca nos 22.900 euros para o Hybrid de 110 cv mas o Hybrid 145 com o acabamento Edition chega aos 29.285 euros com a inclusão dos pacotes opcionais… que são quase obrigatórios!
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