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Aneurisma da aorta abdominal provoca dilatação no abdómen

Vaso com 5,5 centímetros de diâmetro tem de ser operado.
Por Daniela Polónia 26 de Agosto de 2017 às 09:03
A TAC, a par da ecografia, é um dos meios de diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal
Uma injeção endovenosa de contraste iodado é utilizada para realizar uma Angio-TAC. Neste caso, visualiza-se um aneurisma antes da sua correção
O mesmo aneurisma foi corrigido através de uma endovascular, em que é colocada uma endoprótese na aorta
A TAC, a par da ecografia, é um dos meios de diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal
Uma injeção endovenosa de contraste iodado é utilizada para realizar uma Angio-TAC. Neste caso, visualiza-se um aneurisma antes da sua correção
O mesmo aneurisma foi corrigido através de uma endovascular, em que é colocada uma endoprótese na aorta
A TAC, a par da ecografia, é um dos meios de diagnóstico do aneurisma da aorta abdominal
Uma injeção endovenosa de contraste iodado é utilizada para realizar uma Angio-TAC. Neste caso, visualiza-se um aneurisma antes da sua correção
O mesmo aneurisma foi corrigido através de uma endovascular, em que é colocada uma endoprótese na aorta
O aneurisma da aorta abdominal é uma doença silenciosa por ser assintomática. "Na verdade, muitas vezes, o primeiro sintoma pode mesmo ser a morte", explica João Castro, cocoordenador de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital CUF Infante Santo, em Lisboa.

A aorta é a principal artéria do corpo humano, que leva o sangue do coração para todos os outros órgãos. O aneurisma da aorta abdominal é uma dilatação de um segmento deste vaso, na zona entre a parte de baixo do peito e a região pélvica.

"A aorta abdominal, normalmente, tem entre dois a três centímetros de diâmetro. Acima desse tamanho, já é considerado um aneurisma e devemos vigiar com exames. A partir dos cinco centímetros e meio, temos de operar", afirma o médico. Depois da operação, o doente fica curado e pode fazer uma vida normal, sem limitações.

Este tipo de aneurisma pode ser detetado numa ecografia ou numa tomografia computorizada (TAC). Por não dar qualquer sintoma, o mais comum é que a doença seja diagnosticada numa altura em que o paciente realiza estes exames médicos devido a um qualquer outro problema de saúde.

"A principal complicação é a rutura do aneurisma. A aorta rebenta, o sangue sai e há uma hemorragia interna. Metade dos doentes com rutura morrem em casa ou a caminho do hospital. Naqueles que chegam vivos ao hospital e que são operados de urgência, a taxa de mortalidade é de mais de cinquenta por cento", diz João Castro. Quando existe a rutura do aneurisma, o paciente tem uma dor abdominal intensa, tensões baixas e fica pálido.

"Doença detetada pelos exames" 
Luís Silva Rosa, de 73 anos, foi operado a um aneurisma da aorta abdominal, com 6,5 centímetros de diâmetro, em 2012. "Não chegou a haver rutura. A doença foi detetada pelos exames de rotina que fazia porque já tinha sido operado anteriormente a outros dois aneurismas, nas pernas", recorda o reformado que vive na Malveira (Mafra).

Devido ao tamanho do aneurisma, Luís Silva Rosa teve de ser operado de imediato, através de cirurgia endovascular. "Tive algumas dores mas estive apenas três dias internado. E comecei a fumar menos, por ser um fator de risco para estes problemas", diz o paciente.
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