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Insónias constantes podem aumentar o risco de Alzheimer

Investigadores especulam que a probabilidade de desenvolver esta doença neurodegenerativa aumenta em pessoas que sofrem com problemas de sono.
Por Correio da Manhã 9 de Janeiro de 2020 às 18:06
Insónias
Insónias FOTO: Getty Images
Dois estudos realizados em Barcelona e na Suécia sugerem que quem tem insónias constantes tende a ter mais probabilidades de, no futuro, ser diagnosticado com Alzheimer. De acordo com os investigadores, o desenvolvimento congnitivo pessoal pode sofrer com o passar dos anos devido às horas que um indíviduo pode passar sem dormir. 

A Fundação Pasqual Margall, em Barcelona, Espanha, realizou um estudo que liga as insónias com a doença neurodegenerativa Alzheimer. De acordo com os investigadores o cansaço e a falta de concentração não são as únicas consequências causadas por uma noite mal passada. 

Na realidade as insónias tendem, a longo prazo, a gerar mudanças na substância cerebral onde se encontram os fios que interligam os neurónios uns aos outros. Foram utilizadas 1683 pessoas consideradas saudáveis neste estudo, sendo que 615 sofriam de insónias contantes e percebeu-se que horas por dormir tendem a criar algumas limitações em determinadas zonas do cérebro.

O estudo foi publicado pela revista Alzheimer's Research and Terapy e, mais tarde, outra investigação relacionada com a doença e as insónias surgiu na Suécia. Esta foi apenas realizada em homens e percebeu-se que após uma noite sem dormir os níveis sanguíneos da proteína TAU - biomarcador do Alzheimer- aumentam. 

Sabe-se que durante o sono são ativados mecanismos que auxiliam na limpeza de resíduos do metabolismo cerebral explicando, por isso, a importância que o sono tem.

Ambas as investigações acabam por explicar que os distúrbios noturnos têm que durar muitos anos e serem intensos o suficiente para influenciarem o aparecimento desta doença num indíviduo. Os detentores de Síndrome de Down padecem de problemas constantes de sono e 70% destes acabam por sofrer de Alzheimer a partir dos 60 anos.

Apesar das conclusões tiradas a partir dos estudos feitos, muitos investigadores declaram que existem tópicos neste tema por desenvolver e explicar como, por exemplo, de que forma a intensidade deste fator pode influenciar no surgimento da doença.
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