Insónias constantes podem aumentar o risco de Alzheimer
Investigadores especulam que a probabilidade de desenvolver esta doença neurodegenerativa aumenta em pessoas que sofrem com problemas de sono.
A Fundação Pasqual Margall, em Barcelona, Espanha, realizou um estudo que liga as insónias com a doença neurodegenerativa Alzheimer. De acordo com os investigadores o cansaço e a falta de concentração não são as únicas consequências causadas por uma noite mal passada.
O estudo foi publicado pela revista Alzheimer's Research and Terapy e, mais tarde, outra investigação relacionada com a doença e as insónias surgiu na Suécia. Esta foi apenas realizada em homens e percebeu-se que após uma noite sem dormir os níveis sanguíneos da proteína TAU - biomarcador do Alzheimer- aumentam.
Sabe-se que durante o sono são ativados mecanismos que auxiliam na limpeza de resíduos do metabolismo cerebral explicando, por isso, a importância que o sono tem.
Ambas as investigações acabam por explicar que os distúrbios noturnos têm que durar muitos anos e serem intensos o suficiente para influenciarem o aparecimento desta doença num indíviduo. Os detentores de Síndrome de Down padecem de problemas constantes de sono e 70% destes acabam por sofrer de Alzheimer a partir dos 60 anos.
Apesar das conclusões tiradas a partir dos estudos feitos, muitos investigadores declaram que existem tópicos neste tema por desenvolver e explicar como, por exemplo, de que forma a intensidade deste fator pode influenciar no surgimento da doença.
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