Duas testemunhas que passaram segundos antes no local onde ocorreu a colisão violenta que provocou três mortos, entre eles uma criança de sete anos, garantem que a carrinha da PSP e os dois carros envolvidos no acidente estavam parados na faixa da direita da autoestrada.
Carlos e Carina Abreu seguiam em direção a Vila Real de Santo António quando tiveram de fazer uma travagem brusca. "Os carros estavam parados em plena via na faixa da direita. Tive que travar a fundo para conseguir evitar a colisão. Liguei os quatro piscas e vi o agente da PSP a esbracejar e a discutir com o condutor de um Nissan", recordou ao
CM Carlos Abreu, que segundos depois de passar pelas três viaturas viu pelo espelho retrovisor uma carrinha de transporte de turistas a colidir com o Renault Clio parado e a fazer "dois piões no ar".
Carlos não compreende a atitude do polícia. "Ele terá presenciado alguma infração e mandou parar o carro. Mas na faixa de rodagem é incompreensível", referiu a testemunha ao
CM. A filha Carina apanhou um dos maiores sustos da sua vida e garante que não viu "nenhuma sinalização".
O acidente causou três mortos, entre eles Susana Gonçalves, a condutora do Renault, de 56 anos, e o neto Matheo, de 7 anos. Segundos antes, as vítimas seriam outras. "Podíamos ter sido nós a ficar lá", lamenta Carlos Abreu, que ainda não foi ouvido pelo Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação da GNR.