António Sousa Homem
O primeiro Outono de Moledo
Com a chegada desta temporada de finais de Setembro, recordo a alegria suspeita do velho Doutor Homem, meu pai.
Com a chegada desta temporada de finais de Setembro, recordo a alegria suspeita do velho Doutor Homem, meu pai.
O velho Doutor Homem, meu pai, acreditava que a um mundo que acreditava em coisas idiotas só poderiam suceder, invariavelmente, coisas disparatadas
Muitas vezes, o segredo é sobreviver à adversidade como se ela não existisse
A minha sobrinha esquerdista “acha graça” às relíquias miguelistas.
Uma história de amor, como os cínicos e os leitores apreciam.
De entre os vários mitos que, para nossa felicidade, acumulámos ao longo da vida há um que me surpreende pela insistência com que é festejado: o da “sabedoria da velhice”.
Eram a casa um do outro e foi uma perfeita história de amor
Dona Ester, minha mãe, sabia muito bem o que era o feminismo.
Maria Luísa gostava de romances cheios de bondade. Mas isso mudou.
Para um velho, o Verão de Moledo é a garantia de mais tempo de vida
A minha sobrinha Maria Luísa, a eleitora esquerdista da família, informa-me periodicamente acerca das grandes novidades que ocorrem do mundo e que podem ter escapado à atenção deste pobre velho do Minho, quase contemporâneo do naufrágio do Titanic e da invenção da penicilina.
A minha mãe detestava as gripes e a palidez das classes possidentes
Os meus sobrinhos-netos escrevem apenas com os polegares e os indicadores
A Espanha era um espectáculo que nos ficava de graça, com cantores de flamenco, novelas de Corin Tellado e de adultérios.
O país enternece-se com o que é considerado arte moderna num museu emprestado ao sr. Berardo.