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Quem defende e investe nos carros eléctricos não acredita no seu futuro
16:11 - 12-01-2018
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Quem defende e investe nos carros eléctricos… não acredita no seu futuro!Quem defende e investe nos carros eléctricos… não acredita no seu futuro!Quem defende e investe nos carros eléctricos… não acredita no seu futuro!Quem defende e investe nos carros eléctricos… não acredita no seu futuro!Renault ZOERenault ZOERenault ZOENissan LEAFNissan LEAFNissan LEAFBMW i3BMW i3BMW i3Volkswagen e-GolfVolkswagen e-GolfVolkswagen e-GolfHyundai IONIQHyundai IONIQHyundai IONIQKia Soul EVKia Soul EVKia Soul EVSmart ForTwo edSmart ForTwo edSmart ForTwo edVolkswagen e-Up!Volkswagen e-Up!Volkswagen e-Up!Quem defende e investe nos carros eléctricos… não acredita no seu futuro!Peugeot iOnPeugeot iOn
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Será que nos andam todos a enganar?! O discurso geral (embora não unânime…) dos altos dirigentes da indústria automóvel aponta claramente para um futuro eléctrico, em que os carros de emissões zero tomarão conta do mercado e os motores a combustão interna têm os dias contados, só faltando saber a que prazo. E confirmam-no na prática, decidindo investimentos de milhares de milhões de euros das empresas que dirigem em gamas de modelos totalmente eléctricos.

E, afinal… Um estudo mostra que a maioria dos dirigentes de topo da indústria automóvel continua a pensar que os carros eléctricos com uma bateria, como hoje os conhecemos, serão um falhanço comercial! Exactamente, um mau negócio, algo de cujo futuro eles próprios duvidam, apesar de estarem a decidir investimentos de milhões nessa área…

E o estudo não foi feito por uma entidade qualquer. A KPMG é uma consultora e empresa de auditoria que trabalha com 82% das 500 maiores empresas a nível mundial e os resultados obtidos no seu trabalho apontam para 54% de cépticos entre os decisores da indústria automóvel, o que nos pode levar a interrogar-nos se não há aqui uma situação algo… bizarra!

Segundo aquela maioria, grande parte dos investimentos actualmente feitos em modelos com baterias de iões de lítio servem apenas para reduzir drasticamente a média de emissões de CO2 das gamas dos construtores, de forma a cumprirem os cada vez mais restritivos limites legais decididos pelos poderes políticos. E consideram que esta tem sido uma forma de empurrar o problema com a barriga, mas que se está a chegar ao "beco sem saída", pela falta de pontos de recarga e pelos tempos de carregamento que demoram em baixar.

Curiosamente, apesar do cepticismo demonstrado em relação aos eléctricos, digamos, "normais", a maioria dos inquiridos (mil executivos da indústria) não defende a manutenção dos motores a combustão. Pelo contrário, há uma grande maioria que acredita firmemente que o futuro passa pelo hidrogénio, com 85% nos Estados Unidos e 77% no resto do Mundo a apostarem nos carros a pilha de combustível. Outro dado bizarro, atendendo ao pouco investimento, nestes últimos anos, no desenvolvimento desta tecnologia, se exceptuarmos Toyota, Honda e Hyundai que até já comercializam alguns modelos…

Esta é, contudo, uma solução difícil de prever quando se irá estender de forma massiva ao mercado automóvel, pela falta de uma infraestrutura gigante tanto na produção como na distribuição do hidrogénio necessário ao funcionamento dos carros a pilha de combustível. É, por isso, algo que ainda estará num horizonta mais ou menos longínquo… Ou seja, depois de conhecido este estudo, que hão-de os consumidores pensar?...

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