Um estudo realizado por cientistas da universidade de Pequim, na China, avança que o coronavírus terá sofrido uma mutação dando origem a duas versões separadas, L e S, que têm vindo a infetar pessoas em todo o Mundo. Os investigadores dizem que há dois tipos do novo coronavírus e a maior parte das pessoas terá sido infetada com a forma mais agressiva do mesmo.
A versão L é mais agressiva e mais propícia a propagar-se do que a S e foi a primeira versão a surgir. Infetou humanos mas diminuiu a sua frequência desde janeiro.
Como a versão L surgiu no início do surto e fez com que as pessoas ficassem doentes, aquelas que apanharam esta versão foram rapidamente diagnosticadas e isoladas, daí o vírus ter tido menos oportunidade de se propagar.
Por outro lado, a versão S, que é menos agressiva, terá sido a primeira versão do vírus e continua a infetar pacientes em todo o mundo.
A equipa de cientistas afirmou ainda que o estudo precisa de mais investigação, pois analisou uma porção pequena - 103 amostras - e que é normal os vírus sofreram alterações quando transitam de animais para humanos. Atualmente, há mais de 9400 pessoas infetadas com o vírus.