Registos internos da OMS mostram que a organização lutou para obter informações cruciais da China nos primeiras dias da pandemia, dificultando a sua resposta.
De acordo com os registos de reuniões e emails obtidos pela Associated Press, peritos da OMS manifestaram a 6 de janeiro a sua preocupação por o regime de Pequim não estar a partilhar os dados necessários para avaliar o risco representado pelo novo vírus.
"Só recebemos informações mínimas", queixa-se a epidemiologista Maria von Kerkhove, enquanto o delegado da OMS na China afirma: "Dão-nos a informação 15 minutos antes dela aparecer na CCTV [televisão estatal chinesa]".
Apesar de publicamente elogiar a cooperação da China, também o chefe de emergência da OMS, Michael Ryan, foi igualmente crítico em privado. "Isto não aconteceu no Congo [epidemia de ébola]. Precisamos de ver os dados. É absolutamente crucial", afirmou.